Escleroterapia com espuma reduz o diâmetro da safena magna? O que mostra o ultrassom
Estudo prospectivo do Dr. Rodrigo Gomes de Oliveira, publicado na Radiologia Brasileira, acompanhou 30 pacientes C4–C6 por 90 dias após escleroterapia com espuma de polidocanol.
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O artigo científico produzido na dissertação de mestrado do Dr. Rodrigo Gomes de Oliveira, no Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), foi publicado no periódico Radiologia Brasileira. O estudo descreve os achados ultrassonográficos após o tratamento de varizes com escleroterapia com espuma.
A pós-graduação é uma etapa de muita dedicação na vida profissional do cirurgião vascular. Não são todos que têm a determinação de investir tempo e energia para desenvolver a capacidade docente e produzir conteúdo científico. O corpo clínico do Hospital Vascular de Londrina tem como propósito criar massa crítica científica sobre os temas da flebologia, e seguimos firmes no objetivo de publicar estudos baseados em nossa prática, ratificados pelo rigor da metodologia científica.
Objetivo do estudo
Avaliar alterações ultrassonográficas na veia safena magna (VSM) após escleroterapia com espuma para varizes.
Como o estudo foi feito
Estudo prospectivo de 33 pacientes com varizes classificadas como C4–C6 (classificação CEAP), durante três meses, submetidos a escleroterapia com espuma de polidocanol. Os pacientes foram acompanhados por ultrassonografia vascular antes, durante e 7, 15, 30, 60 e 90 dias após o procedimento. Avaliaram-se o diâmetro da VSM, a taxa de oclusão venosa e a taxa de abolição do refluxo. Dois indivíduos foram excluídos do estudo por apresentarem história prévia de trombose venosa profunda e um paciente não participou do estudo por asma brônquica.
Resultados
Dos 30 pacientes que completaram o protocolo, 26 eram do sexo feminino e 4 do sexo masculino, com idade média de 62 anos.
| Momento da avaliação | Diâmetro médio da VSM | Variação |
|---|---|---|
| Antes do tratamento | 6,0 ± 0,32 mm | 3,6 a 11,2 mm |
| Durante a escleroterapia | 1,9 ± 0,15 mm | 0,6 a 3,8 mm |
| 7 dias depois | 6,3 ± 0,28 mm | 3,9 a 9,7 mm |
| 90 dias depois | 4,0 ± 0,22 mm | 1,9 a 8,2 mm |
O refluxo venoso apresentou redução estatisticamente significante entre o pré-operatório e o pós-operatório de 90 dias (p < 0,0028).
Conclusão dos autores
Com base em nossa análise ultrassonográfica, podemos concluir que a escleroterapia com espuma para varizes resulta em uma redução significativa do diâmetro da VSM, bem como abolição do refluxo da VSM.
Por que isso importa no FleboCurso
O FleboCurso baseia seu conteúdo teórico em nossas publicações, com o intuito de demonstrar os resultados advindos da nossa prática clínica e, assim, permitir ao cirurgião e à cirurgiã vascular que participam de nossos cursos avaliar a aplicabilidade de nossas rotinas na prática de cada um.
Leia também: escleroterapia com espuma na safena magna — qualidade de vida e fotopletismografia após 1 ano.
Referências
- de Oliveira RG, de Morais Filho D, Engelhorn CA, Kessler IM, Coelho Neto F. Foam sclerotherapy for lower-limb varicose veins: impact on saphenous vein diameter. Radiol Bras. 2018;51(6):372-376. doi.org/10.1590/0100-3984.2017.0184